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Em meio a greve nacional, caminhoneiros de SC avaliam paralisação

Diante da previsão de paralisação nacional dos caminhoneiros, a partir de 1° de novembro, sindicatos da categoria em Santa Catarina avaliam aderir ou não o movimento, que faz críticas ao presidente Jair Bolsonaro (Sem Partido), além de apresentar uma lista de reinvindicações.

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De acordo com reportagem do ND+, a pauta dos caminhoneiros estão itens como o cumprimento do valor mínimo do frete rodoviário, a aposentadoria especial para a categoria (aos 25 anos de trabalho) e a mudança na política de preços da Petrobras para combustíveis com o intuito de reduzir a flutuação do diesel.

Em Santa Catarina não há planejamento de aderir ao movimento nacional, pelo menos até o momento. Francisco Biazotto, presidente da Fecam (Federação Catarinense de Municípios) e do Sindicato de Caminhoneiros Autônomos, afirma ao ND+, que “da parte de alguns sindicatos organizados e da Federação e Confederação não temos nenhuma intenção ou ligação com esse movimento nacional. Não estamos planejando aderir, pelo menos por enquanto”.

Em Itajaí, no Litoral Norte do Estado, Ademir de Jesus, presidente do Sindicato dos Caminhoneiros de Itajaí e região, afirmou que a entidade não concorda com a iniciativa nacional.

“Nós não apoiamos a paralisação porque entendemos que o correto seria os profissionais pararem em casa, não achamos certo bloquear rodovias, por isso, não iremos aderir a esse movimento”, disse.

SC será atingida?

O presidente da Fetrancesc (Federação das Empresas de Transporte de Carga e Logística no Estado de Santa Catarina), Ari Rabaiolli, afirma que a categoria quer uma resposta do presidente Jair Bolsonaro.

“Não sabemos se irá acontecer ou não [greve]. A ameaça existe. A categoria quer uma agenda com o presidente Bolsonaro, além do ministro da Infraestrutura para discutir demandas que não foram atendidas”.

“Normalmente, quando a paralisação acontece a nível nacional também atinge Santa Catarina. Eu acredito que o governo federal consiga chegar a um entendimento, o relacionamento até hoje foi bom”, completa.

O que dizem líderes nacionais

A estratégia dos líderes da categoria tem sido subir o tom. “Serei o primeiro (a parar em 1º de novembro)”, disse o presidente da Abrava (Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores), Wallace Landim, um dos organizadores do movimento.

O documento com reivindicações a ser entregue ao governo será assinado pela Abrava, pelo CNTRC (Conselho Nacional do Transporte Rodoviário de Cargas) e pela CNTTL (Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes e Logística).

Conforme as entidades, é a primeira vez desde 2018 que as três associações atuam juntas em um mesmo movimento. “A nossa pauta é a mesma desde os atos de 1º de fevereiro. Não é um assunto novo para o governo nem para o STF ou para o Legislativo, que conhecem nossas demandas”, afirmou o diretor da CNTTL, Carlos Alberto Litti Dahmer.

Agora, ou o governo senta com a categoria para fazer um trabalho, chama as partes envolvidas – Petrobras, STF, Congresso – ou paramos o País”, completou o presidente do CNTRC, Plínio Dias.

Governo minimiza mobilização

Segundo o portal Estadão, o governo federal vê a mobilização como ameaças feitas antes – e que mais uma vez não devem ser cumpridas. De acordo com uma fonte, desde 2018 já foram 16 tentativas de paralisação malsucedidas, sendo quatro delas neste ano.

A reportagem apurou ainda que a mudança do preço dos combustíveis, a partir de uma “canetada”, também não é uma possibilidade. Oficialmente, o governo não comentou o assunto.

Auxílio considerado insuficiente

O auxílio aos caminhoneiros que será concedido pelo governo federal, anunciado nesta quinta (21) pelo presidente Jair Bolsonaro, não agradou à CNTTL .”O caminhoneiro não quer esmola, quer dignidade. Para as petroleiras (dão) um trilhão, para o caminhoneiro humilhação”, disse o diretor da CNTTL, Carlos Alberto Litti Dahmer. Do ND+ Itajaí

 

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