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CASO MARIANA: Mãe desabafa sobre crime, “não podemos confiar em ninguém”

A mãe da universitária Mariana Bazza, de Bariri (SP), que foi achada morta após receber ajuda de um desconhecido para trocar o pneu do carro, tenta entender o motivo do crime envolvendo o principal suspeito.

Marlene Bazza fez um desabafo ao lado do marido e do namorado da jovem, Jefferson Vianna, durante um protesto na área central da cidade.

“Minha filha era linda e maravilhosa, de bom coração, estudante e acabou com todo o sonho dela. Comigo ela não está mais e nunca mais vai estar. Ela foi vítima de uma porcaria dessa e por que ele matou ela? Se ele queria o carro ele poderia ter levado, não me interessa o carro. Queria a vida dela, queria ela aqui junto comigo. Hoje em dia não podemos acreditar em ninguém, nem para trocar um pneu”, disse.

Mariana, de 19 anos, sumiu após aceitar a ajuda de um desconhecido. Cerca de 24 horas depois, ela foi achada morta na zona rural de Ibitinga. O suspeito Rodrigo Pereira Alves, de 37 anos, que trocou o pneu para a jovem, está preso preventivamente e ele negou o crime.

O G1 teve acesso a conversa entre Mariana e seu namorado. Nas mensagens pelo WhatsApp, é possível ver que a universitária avisa sobre o pneu furado, os procedimentos que estavam sendo feitos e que recebia ajuda do suspeito.

PRINT mostra mensagens – Arquivo Pessoal

Novas imagens obtidas pelo  Fantástico  e G1 mostram a insistência do suspeito em ajudar a garota.

No vídeo, é possível ver o momento em que Mariana saiu com o carro perto da academia junto com uma amiga, Heloísa Passarello, que estava em uma moto. Na sequência, ela parou o veículo e o suspeito aparece atravessando a rua para abordar as jovens.

Segundo a amiga, foi  Rodrigo quem avisou que o pneu estava murcho. O homem estava com um celular quando ofereceu ajuda. Em seguida, após Mariana recusar, ele atravessou e voltou para a chácara, que fica em frente à academia, onde ele trabalhava como pintor.

VEJA O VÍDEO NA REPORTAGEM DO FANTÁSTICO

Suspeito tem longa ficha criminal

Rodrigo Alves, o homem que ofereceu ajuda, já tinha praticado vários crimes e as vítimas eram sempre mulheres.

A primeira condenação por crime sexual aconteceu em 2001. Armado com uma faca, ele atacou uma estudante de 18 anos, que foi violentada, na zona leste de São Paulo. Por esse crime ele passou 13 anos na cadeia. Depois, quando ganhou a liberdade, voltou a roubar e a estuprar.

Em janeiro de 2015, em Itápolis (SP), uma mulher disse que Rodrigo invadiu a casa dela e mandou que ela ficasse nua. Segundo a vítima, Rodrigo ficava se encostando nela. Depois, pegou um computador da casa e fugiu. Nesse caso, ele foi absolvido por falta de provas.

Em outubro daquele mesmo ano houve uma acusação parecida, desta vez na cidade de Bariri. Outra mulher disse à polícia que Rodrigo se passou por instalador de cerca elétrica para entrar na casa dela.

Ele fez ameaças com uma faca e também mandou que a vítima ficasse nua. Rodrigo foi acusado de roubar R$ 740 da vítima, além de uma câmera fotográfica, um celular e um relógio.

Ele teve a prisão decretada, ficou foragido por um tempo mas acabou indo para a cadeia em fevereiro de 2016. Rodrigo foi condenado nesse caso a 6 anos e 5 meses de prisão por roubo.

Há cerca de um mês, ele ganhou a liberdade condicional e conseguiu o bico de pintor na chácara em frente à academia.

Rodrigo teve a prisão preventiva decretada em audiência de custódia realizada no dia 25 de setembro. Ele negou que tenha matado Mariana e apontou a existência de outra pessoa como responsável pelo crime. No entanto, a polícia acha pouco provável que essa hipótese seja verdadeira.

O delegado aguarda laudos periciais do corpo da vítima e da causa da morte, além de informações sobre os locais por onde o suspeito passou, para concluir o inquérito e encaminhar à Justiça.

A jovem foi enterrada sob forte comoção, no Cemitério Municipal de Bariri.

Mariana foi enterrada em Bariri Foto TV TEM/Reprodução

 

 

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