Unimed Chapecó promove café da manhã com mães de bebês prematuros

8
Equipe da Unimed Chapecó com os pais dos prematuros (Foto: Divulgação/MB)

A chegada ao mundo do pequeno Benício Proner Gregório pegou os papais Gabriela Proner Henrique Gregório de surpresa. Isso porque após fortes dores inesperadas Benício veio ao mundo na madrugada do dia 11 de novembro, com 36 semanas de gestação, nascendo prematuramente. “No primeiro momento foi um susto muito grande. Eu tive uma gravidez tranquila e por isso esperávamos que cumpriríamos o termo da gestação. Quando soubemos que precisaríamos efetuar uma cesárea de emergência ficamos apreensivos, mas confiamos na equipe médica e que tudo ficaria bem”, lembra a mãe de primeira viagem emocionada.

Após o susto, Gabriela classifica o momento pelo qual ela e o esposo estão passando como um processo de fortalecimento interior. “Não é fácil. Em alguns momentos nos sentimos frágeis e desamparados. Muitos são os questionamentos e o apoio que recebemos de toda a equipe médica tem sido fundamental”, afirma. Segundo ela, conviver com mães que estão na mesma situação aliado ao apoio técnico e psicológico que a família recebe faz toda a diferença. “O acolhimento que recebemos nos fortalece para que possamos enfrentar de cabeça erguida e confiantes de que essa fase passará e que logo o Benício estará com a gente em casa”.

Gabriela é uma das 12 mães de bebês prematuros que nasceram no Hospital da Unimed Chapecó. Na última semana, elas e o pais participaram de um café da manhã especial para marcar o “Novembro Roxo”, mês da prematuridade. De acordo com a pediatra neunatologista e coordenadora da UTI Neonatal do Hospital Unimed Chapecó, Dra. Vera Lucia Garcia Mainardi, esse é um mês de conscientização para a prevenção da prematuridade, uma das principais causas de óbito infantil.

Entre as principais causas da prematuridade, a pediatra ressaltou os problemas com a gestante durante o pré-natal, que, segundo ela, é indispensável para acompanhar o desenvolvimento e a saúde do bebê e da mãe. Infecção urinária materna e hipertensão arterial (pré-eclâmpsia) também podem motivar a prematuridade.

“Os prematuros necessitam de um cuidado maior. São bebês que, geralmente, têm baixa imunidade com risco maior de infecções e desenvolvem facilmente problemas respiratórios. Por isso, devem ser mais protegidos, evitando a exposição de infecções”, explicou a médica ao salientar que um período gestacional, geralmente, tem duração de 40 semanas.

“Quando ocorre a prematuridade o processo de desenvolvimento é interrompido e o bebê precisa se desenvolver fora do útero, perde tempo de desenvolvimento cerebral e precisa ser estimulado neurologicamente. Os cuidados nutricionais também são necessários nesse período”, orientou.

Após o susto, Gabriela que contou ter sonhado na semana anterior que o pequeno Benício nascia antes da hora, não vê o momento de poder levar o pequeno para casa. “Hoje eu digo que foi um ‘aviso’ de que ele estava chegando, foi como se ele me dissesse: ‘mamãe, estou chegando, você não vai arrumar minhas coisas?’. No outro dia deixamos a mala dele pronta e realmente ele veio antes da hora para transbordar os nossos corações de amor”.

Para ela, o momento mais difícil foi quando recebeu alta e teve que voltar para a casa sem o Benício. “O sentimento é de impotência, mas a certeza de que ele está sendo acompanhado pela equipe da Unimed Chapecó e muito bem cuidado nos tranquiliza. Cada dia é uma evolução e temos certeza que logo ele estará em casa”.

*Com informações da MB Comunicação