Unimed Chapecó: 13 de setembro – Dia mundial de combate a sepse

A cada ano, entre 30 e 50 milhões de pessoas desenvolvem sepse no mundo, e cerca de 9 milhões destas pessoas morrem. Isso significa uma morte a cada 3.5 segundos. Pessoas com problemas crônicos de saúde, menores de um ano de idade, idosos, pessoas que não têm o baço, pessoas em quimioterapia e pessoas vivendo com HIV possuem risco maior de desenvolver sepse. Na linguagem popular, a sepse é definida como “infecção generalizada” ou “infecção no sangue”.

De acordo com a médica infectologista e diretora hospitalar do Hospital Unimed Chapecó, Dra. Carolina Ponzi, os microrganismos que mais frequentemente causam sepse são as bactérias, que alcançam a corrente sanguínea a partir de um foco primário ou inicial de infecção. “Ou seja, uma bactéria que está nos rins causando uma pielonefrite pode alcançar a corrente sanguínea, e se disseminar pelo corpo. Na tentativa de se defender deste agressor, o nosso corpo começa a produzir uma série de substâncias, que vão causar alterações como febre ou hipotermia, aumento da frequência cardíaca e respiratória, e queda de pressão”, explica.

Segundo a médica, esses eventos, se não reconhecidos e tratados em tempo, acabam determinando morte celular, morte tecidual e falência de vários órgãos e sistemas. Por isso, o rápido reconhecimento da sepse é a principal medida que diminui a sua mortalidade. Assim, em 2002 a Organização Mundial de Saúde elaborou rotinas para facilitar e agilizar o reconhecimento e tratamento precoces da sepse com a campanha Surviving Sepsis. Estas rotinas já foram atualizadas algumas vezes desde então, mas os seus pontos principais são os seguintes:

* reconhecimento precoce dos sinais e sintomas da sepse;

* coleta de sangue para cultura e dosagem de lactato;

* início do antibiótico em até uma hora depois do reconhecimento da sepse;

* infusão intravenosa vigorosa de soro fisiológico.

CRITÉRIOS DE ABERTURA DO PROTOCOLO DE SEPSE:

Síndrome da resposta inflamatória sistêmica:

Temperatura > 37,8ºC ou < 36°C;

Frequência Cardíaca > 90bcpm;

Frequência Respiratória >  20mrpm

Leucocitose > 12000, leucopenia < 4000 ou desvio de 10%;

 

Disfunção orgânica:

Hipotensão (PAS < 90mmHg ou PAM < 65mmHg ou queda da pressão arterial >40mmHg em relação à basal)

Alteração do nível de consciência;

Oligúria;

Dispneia ou dessaturação.

 

            PREVENÇÃO DO CHOQUE SÉPTICO

O Hospital Unimed Chapecó tem o seu protocolo de Identificação da Sepse e Prevenção do Choque Séptico implantado desde 2012 para adultos e desde 2018 para crianças, e todos os meses monitora os indicadores relacionados à aplicação deste protocolo. Desta forma, todo paciente que se apresenta com algumas alterações de sinais vitais, seja no Pronto Atendimento, Unidades de Internação ou Unidades de Terapia Intensiva, é elencado ao Protocolo de Sepse.

“Caso de fato se trate de sepse, uma série de medidas são adotadas e seguidas nas 6 horas seguintes. Caso as alterações observadas sejam devidas a qualquer outra causa, o protocolo é suspenso” ressalta Dra. Carolina.

Desde o final de 2018 o Hospital Unimed participa do Instituto Latino-americano da Sepse (ILAS), compartilhando seus dados com várias instituições da América Latina. A taxa de prevenção de choque séptico foi de 100%, refletindo que quando os sinais e sintomas da sepse são prontamente reconhecidos, diminui-se a morbidade e a mortalidade desta doença.

O dia 13 de setembro é o Dia Mundial de Combate à Sepse. Nesta data, pessoas e entidades no mundo todo promovem ações de conscientização e educação para que a sepse seja cada vez mais precocemente identificada. “É importante, inclusive, que os próprios pacientes ou suas famílias tenham noção de sinais e sintomas que podem caracterizar a sepse, para que procurem atendimento médico imediato”, finaliza a médica. (Andressa Recchia/Unimed Chapecó).