DestaqueEconomia

Trabalho conjunto pela manutenção do status sanitário catarinense

O status de área livre de aftosa sem vacinação conquistado por Santa Catarina é uma vitória de toda a cadeia produtiva da proteína animal: produtores rurais, indústria e governo. Esse aspecto foi realçado em Chapecó, nesta semana, durante o 3º Fórum Catarinense de Prevenção à Febre Aftosa que reuniu  lideranças, técnicos e autoridades do setor.

O conselheiro técnico do Instituto Catarinense de Sanidade Agropecuária (ICASA), Gerson Catalan, destacou a importância do Fórum para reunir a cadeia produtiva e reforçar a necessidade do trabalho conjunto para a prevenção. “Eventos como esse são fundamentais para que toda a cadeia produtiva, desde as áreas técnicas, até produtores e agroindústrias estejam atentos ao risco que Santa Catarina sofre e das providências que precisam ser tomadas para que a doença não chegue ao Estado. Segurança nas fronteiras e alerta aos produtores são ações fundamentais”, ressaltou.

O coordenador estadual do Programa de Febre Aftosa, Diego Rodrigo Torres Severo, apresentou as ações que vêm sendo realizadas e as novidades para a prevenção à doença nesta nova fase. “Estamos em estado de alerta para evitar a entrada do vírus por todos os meios. Intensificamos treinamentos, palestras e a conscientização dos produtores para o risco que a febre aftosa representa para a economia de Santa Catarina”, apontou.

Salientou que o Estado tem 63 barreiras sanitárias, conduzidas por 428 auxiliares agropecuários. A equipe conta ainda com 299 médicos veterinários do setor público e privado atuando na área e, no momento, cria novas parcerias para reforçar o trabalho. “Contaremos agora também com a Secretaria de Segurança Pública, que fornecerá toda a tecnologia que possui para que possamos realizar a fiscalização necessária, e com a Defesa Civil e toda a sua experiência, já que a entrada do vírus no Estado é considerada uma emergência sanitária”, destacou.

De acordo com o coordenador, as barreiras fixas também estão realizando trabalho intensificado de desinfecção dos veículos e o número de barreiras móveis está sendo ampliado.

Para Severo, a palavra-chave é a prevenção. “Encerramos o Fórum com um saldo positivo. Com a presença dos técnicos do Icasa, Cidasc e das agroindústrias, vamos conseguir disseminar essa informação que precisa chegar a todos os produtores, para que saibam da importância da prevenção à febre aftosa para a manutenção da zona livre sem vacinação de Santa Catarina”, realçou.

O Fórum foi prestigiado pela vice-governadora Daniela Reinehr e pelo secretário da Agricultura do Estado, Ricardo de Gouvêa. As palestras focalizaram o Programa Nacional de Erradicação de Febre Aftosa (PNEFA), além das ações estratégicas do Estado para prevenir a doença e novidades para defesa agropecuária. O evento, realizado no Centro de Cultura e Eventos Plínio Arlindo de Nês, fez parte da programação do 9º Simpósio Brasil Sul de Bovinocultura de Leite.

A preocupação para Santa Catarina, que não registra nenhum caso da doença há 26 anos, vem da reação do País à necessidade de atender importantes demandas do mercado internacional. Com o aumento das importações, especialmente por países como a China, que passou a comprar proteína animal em grande quantidade, os outros Estados brasileiros também iniciaram um processo de retirada da vacina da febre aftosa, para pleitear a conquista de um status sanitário como o de Santa Catarina. O fato deixa o Estado em alerta, já que, sem vacinação, o rebanho estaria vulnerável.

O rebanho bovino catarinense é formado por 5 milhões de cabeças de gado. (Informações MB Comunicação).

 

Etiquetas

Artigos relacionados

DEIXAR UM COMENTÁRIO

Política de moderação de comentários: A legislação brasileira prevê a possibilidade de se responsabilizar o blogueiro ou o jornalista responsável por blogs e/ou sites e portais de notícias, inclusive quanto a comentários. Portanto, o jornalista responsável por este Portal de Notícias reserva a si o direito de não publicar comentários que firam a lei, a ética ou quaisquer outros princípios da boa convivência. Não serão aceitos comentários anônimos ou que envolvam crimes de calúnia, ofensa, falsidade ideológica, multiplicidade de nomes para um mesmo IP ou invasão de privacidade pessoal e/ou familiar a qualquer pessoa. Comentários sobre assuntos que não são tratados aqui também poderão ser suprimidos, bem como comentários com links. Este é um espaço público e coletivo e merece ser mantido limpo para o bem-estar de todos nós.
Botão Voltar ao topo

Adblock detectado

Por favor, considere apoiar-nos, desativando o seu bloqueador de anúncios