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RESPIRADORES: Empresário diz que recebeu ligação pedindo uma comissão de R$ 3 milhões

O empresário de Joinville denuncia pedido de propina na questão que envolve a compra dos 200 respiradores pelo Governo de Santa Catarina. Rafael Wekerlin, CEO da Brazilian International Business, afirma que um dia antes do lançamento da dispensa de licitação para a compra dos equipamentos pela Secretaria de Saúde de SC, encaminhou um e-mail com uma proposta ao governo. Ele diz que foi procurado por um “representante comercial” que lhe falou do certame, o que motivou a preparar a documentação e encaminhar ao governo.

Mas a proposta de Wekerlin nunca chegou a ser analisada de fato. Segundo o empresário, logo após apresentar a oferta recebeu uma ligação cobrando um valor que não estaria previsto: “Eu recebi uma ligação pedindo uma comissão de R$ 3 milhões. A partir disso decidimos sair do processo”, afirmou.

De acordo com reportagem do NDmais, a proposta da Brazilian International, que é uma trading especializada em comércio exterior, foi copiada pela Veigamed e os dados comerciais foram trocados com o da empresa carioca que acabou recebendo de forma antecipada pela compra.

A proposta que a Veigamed  apresentou ao governo no dia 26 de março é idêntica a encaminhada por Wekerlin um dia antes. No entanto, a empresa vencedora não retirou o nome de Rafael Wekerlin do documento e ainda informou que as duas empresas teriam uma parceria para trazer os equipamentos da China. Wekerlin negou a parceria e afirma que a sua proposta foi copiada “grosseiramente”, nas suas palavras.

Esta é a única referência a Wekerlin e a empresa Brazilian International em todo o processo. Questionado sobre o envolvimento da trading na compra, Pedro Nascimento, CEO da Veigamed, não sobe responder. Disse apenas que haveria outra empresa especializada em comércio exterior que faria a parte internacional do negócio, mas apesar de ser o CEO da empresa que venceu a preferência na compra ele não sabia o nome de quem estava na parceria.

Propostas idênticas

A proposta da Veigamed se apropriou de todas as características elaboradas pela Brazilian International, incluindo modelo de respiradores, prazos e forma de pagamento. No entanto, após ter recebido o pagamento de R$ 33 milhões comunicou o governo de Santa Catarina que os aparelhos que seriam entregues viriam de outro fornecedor. Os novos equipamentos custariam um terço daqueles inicialmente apresentados na proposta da Brazilian International.

Wekerlin diz não fazer ideia de como a sua proposta foi parar nas mãos da Veigamed, mas possivelmente de alguém que participou do processo. Questionado sobre quem pediu os R$ 3 milhões a título de comissão, ele disse desconhecer. “Eu não sei quem pediu, mas eu jamais faria isso. Dei um esporro e saí da negociação”, respondeu. (Fonte NDmais).

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