Observatório Social lança nesta segunda-feira o projeto MONIT SOCIAL

Uma plataforma unificada de consultas e cruzamento de informações de repasses governamentais com objetivo fiscalizatório. Essa é a nova ferramenta tecnológica que o Observatório Social de Chapecó disponibilizará à sociedade.

Trata-se do projeto MONIT SOCIAL (PLATAFORMA BENEFICIÁRIOS) que será apresentado nesta segunda (12), às 19h, na cantina do Cesec, quando os voluntários do Observatório Social de Chapecó estarão reunidos para prestação de contas do quadrimestre, sob a presidência de Armelindo Carraro.

O projeto MONIT SOCIAL foi criado pelo empresário Heber Mantovani, formado em Ciências da Computação pela Unochapecó, que atua na área de tecnologia da informação há 20 anos e a há 10 anos trabalha com informatização de órgãos públicos. Seus objetivos são simplificar o acesso à informação das saídas de recursos dos caixas públicos, fornecer um meio de todos fiscalizarem a aplicação dos recursos e utilizar a inteligência computacional para fazer cruzamentos em busca de inconsistências, incoerências ou situações suspeitas. A plataforma permitirá buscar e cruzar informações das mais variadas fontes.

Mantovani expõe que os problemas existentes atualmente relacionam-se ao gigantismo das informações disponíveis. Embora os sites de transparência dos órgãos públicos cumpram a lei do acesso à informação, em muitos casos as planilhas são gigantes, com milhões de linhas de informações e pessoas normais com computadores comuns não conseguem ter fluidez nas observações. Por exemplo, a cada mês as transferências do bolsa-família possuem 1,5GB de dados em média, pois são mais de 13 milhões de repasses.

Além disso, cada órgão do governo utiliza um código para se referir a determinado município. Exemplo: Chapecó, nas listagens do bolsa família, tem código 8081 (SIAFI), já nas listagens do Seguro Defeso (pescador) tem o código 420420 (IBGE). Dessa forma, era impossível uma informação agregada, de um ano inteiro.

“A solução foi utilizar a tecnologia para auxiliar nos processos fiscalizatórios e criar um mecanismo/processo para receber e dar sequência em denúncias”, relata.

Para atender essa necessidade, o Observatório Social de Chapecó criou um protótipo real e funcional, tendo como base os dados dos benefícios de 2017 de todo o Brasil (bolsa família, auxílio pescador, erradicação do trabalho infantil e garantia safra): www.osbrasil.org. O projeto permite unificar tudo no domínio já existente. Cada cidadão poderá acompanhar o seu próprio nome, para evitar casos (como o de Caxias do Sul), onde pessoas de má-fé utilizavam o nome das pessoas.

No atual estágio, o sistema está operante e com informações reais. As próximas fases estão em debate. O acesso está liberado para todos os interessados mediante uso do usuário/senha: chapeco/chapeco.

O vice-presidente Luiz Augusto Gemelli informa que novas bases de dados serão incluídas no sistema (bolsa-aluguel, etc.) e também bases para cruzamentos, como imposto de servidores públicos, empresários, óbitos, doadores para campanhas, etc.

O O.S. está custeando tudo até agora. O sistema consegue suportar até 20 mil visitas por dia. Caso aumente a demanda, será ampliada a capacidade dos servidores, mas os custos são viáveis.

Criado em 2015, o Observatório Social de Chapecó tem 92 voluntários e vem contribuído com a fiscalização de ações e obras públicas a partir da colaboração de voluntários que se uniram pelo propósito de controle social e o exercício da cidadania.

*Com informações da MB Comunicação