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O que esperar do último filme da trilogia ‘Minha mãe é uma peça’

Dona Hermínia é a criação mais famosa e popular do ator, diretor e comediante Paulo Gustavo. Inspirada na mãe do artista, dona Déa Lúcia, ela é a personagem principal de Minha mãe é uma peça, projeto que começou nos palcos, transformou-se em um quadro na TV a cabo, vai virar série na Globoplay a partir de 2021 e tem o epílogo de sua trilogia cinematográfica estreou nos cinemas no dia 26 de dezembro passado. O lema: “Família é tudo a mesma coisa, só muda de endereço”.

Para Paulo Gustavo, que interpreta a protagonista, o grande sucesso de Minha mãe é uma peça pode ser explicado pela identificação que a personagem provoca no público. “Dona Hermínia é uma personagem muito carismática, irreverente, espirituosa e que fala o que as pessoas pensam, mas não têm coragem de falar. Acho que todo mundo tem uma mãe ou uma tia ou uma figura feminina na família que é aquela pessoa preocupada com todos, que não tem limite”, afirma.
O ator comenta que vem “construindo essa carreira sólida dela há anos e, definitivamente, ela caiu no gosto do público”, o que é motivo de “uma satisfação enorme” para o intérprete. Em sua opinião, a popularidade se explica pelo fato de “o filme falar de família e, independentemente da configuração, todo mundo tem uma”.
No novo longa, dona Hermínia está às voltas com muitas novidades. Enquanto Juliano (Rodrigo Pandolfo) vai se casar e tem uma sogra daquelas, interpretada por Stella Maria Rodrigues, Marcelina (Mariana Xavier) está grávida do namorado. Intérprete do filho da protagonista, Pandolfo também ressalta a facilidade de comunicação que as personagens e a história têm com o espectador. “É o retrato da família brasileira. Por mais que dona Hermínia seja um pouco exagerada, toda mãe carrega algo dela. E Juliano e Marcelina também têm muitas características típicas dos filhos. E o mais bacana disso é que é divertido. O humor é um dos grandes trunfos”, afirma.
Em sua carreira, o ator acumula uma série de papéis importantes em produções de teatro, cinema e TV. Ele viveu, por exemplo, o maestro João Carlos Martins no filme de Mauro Lima João, o maestro (2017). Ele foi também Humberto Jordão na novela Cheias de charme (2012), Shin-Soo/Chang-Soo em Geração Brasil (2014) e se desdobrou em diversos papéis na peça P. I. – Panorâmica insana, sob a direção de Bia Lessa.
Apesar disso, Pandolfo afirma que Juliano vai ficar marcado para sempre em seu currículo. “No primeiro filme, eu ainda tinha dúvidas de que seria tão forte assim. Mas, depois do estouro do segundo, a coisa bombou. Noventa por cento das pessoas que me abordam na rua é por causa de Minha mãe é uma peça, e 95% delas me chamam de Juliano. As pessoas têm muito carinho por ele e pela história”, diz.
O ator desfaz o mal-entendido que surgiu alguns meses antes da estreia, a respeito do beijo gay entre seu personagem e o de Lucas Cordeiro – Tiago, o outro noivo. Segundo Pandolfo, o roteiro nunca previu um beijo. Ele afirma que o importante na história é o amor entre os dois. “Chegaram a afirmar que o Paulo Gustavo vetou o beijo. Isso nunca aconteceu, porque nunca teve nada disso no script. Aquela cena é tão bonita. O discurso da mãe e dos noivos na cerimônia é muito mais relevante do que qualquer beijo. No momento complicado em que a gente vive, de tantos questionamentos, fico muito feliz em ser uma ferramenta de comunicação sobre um tema tão relevante e sobre o qual as pessoas ainda ficam tentando tampar o sol com a peneira. Relação homoafetiva sempre existiu, e é importante falar, respeitar e aceitar.” (Fonte UAI).

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