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No Dia do Oftalmologista, profissionais reforçam combate às doenças de visão e exercício ilegal da atividade

A frequência de casos de doenças visuais está aumentando em todo o mundo. Problemas como a miopia, por exemplo, podem atingir 3,36 bilhões de pessoas no planeta em 2030 e até metade da população em 2050, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS). Além desta “epidemia” particular, diversos outros fatores estão prejudicando a visão de crianças, adultos e idosos, desde a falta de um acompanhamento oftalmológico regular para identificar doenças e sugerir tratamentos, até o avanço de profissionais não-médicos fazendo consultas e prescrevendo medicamentos, o que é vedado por lei no Brasil.

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Estas são algumas das principais preocupações que a Associação Catarinense de Oftalmologia reforça neste 7 de maio, data em que se comemora o Dia do Médico Oftalmologista. “Por meio de um exame oftalmológico é possível identificar até três mil doenças. Portanto, a melhor forma de cuidar da saúde da visão é com acompanhamento de um profissional médico”, ressalta o Dr. Ayrton Ramos, presidente da entidade.

Como ele alerta, “há pacientes que chegam com problemas mais graves e que não teriam ocorrido, ou poderiam ser mais facilmente tratados, se tivessem sido consultados por um médico oftalmologista”. No caso da cegueira, por exemplo, 80% das ocorrências poderiam ser evitadas se houvesse acompanhamento regular.

O oftalmologista é o único profissional habilitado para realizar exames e consultas, indicar tratamentos e medicações. “Um médico oftalmologista passa, em média, por mais de dez anos de estudo e dedicação exclusiva, da graduação aos três anos de residência, além das especializações. A questão é que cada vez mais vemos, em anúncios de redes sociais e até mesmo nas ruas, profissionais que concluíram curso técnico de três anos, como optometristas, fazendo consultas e prescrevendo receitas sem o conhecimento necessário – colocando a população em risco e indo contra a lei”, explica.

Para coibir esta prática ilegal e as consequências à população, a Associação Catarinense de Oftalmologia tem feito uma pesquisa ativa pelo estado e, entre agosto e dezembro de 2020, encaminhou 26 denúncias ao Ministério Público de Santa Catarina, três recursos ao Conselho Superior do Ministério Público de Santa Catarina, uma denúncia ao Procon e sete novas medidas judiciais, segundo a assessoria jurídica da entidade.

Para quem quer conhecer quais são as principais doenças de visão, sintomas e tratamentos – além do papel de oftalmologistas, optometristas e ópticos no trato à população, a Associação Catarinense de Oftalmologia produziu e distribuiu uma cartilha informativa – disponível online gratuitamente neste link https://abrir.link/ETWIE. Casa de La Gracia Comunica

 

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