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Ministra da Agricultura visita Chapecó hoje para avaliar os impactos da estiagem

Nesta quarta (12), a ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina, e o governador Carlos Moisés estarão em Chapecó para encontro com prefeitos e lideranças do agronegócio catarinense. A intenção é apresentar medidas de apoio aos produtores rurais atingidos pela estiagem. O evento está agendado para, às 16h, no Centro de Cultura e Eventos Plínio Arlindo De Nes.

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“A ministra aceitou o nosso convite e virá a Santa Catarina para acompanhar de perto os impactos da estiagem. Em três anos, o Governo do Estado investirá mais de R$ 300 milhões para incentivar a reserva de água nas propriedades rurais catarinenses. Temos programas com condições especiais e grandes descontos, criando as condições necessárias para que cada propriedade rural faça seu sistema de captação de armazenagem de água, além da proteção de fontes e nascentes. Nós criamos ações efetivas, com soluções de longo prazo. Um trabalho que continua e recebe agora o reforço da ministra em Chapecó”, destaca o secretário de Estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural, Altair Silva.

Em 2022, o Programa SC Mais Solo e Água terá R$ 100 milhões disponíveis para ampliar a resistência hídrica no meio rural e minimizar os impactos das recorrentes estiagens. Além disso, existe a sinalização da Assembleia Legislativa de mais R$ 50 milhões para reforçar essas ações.

Este será o segundo ano consecutivo que o Governo destina recursos para o combate à estiagem. Em 2021, foram R$ 100 milhões em investimentos, que beneficiaram mais de 2,4 mil agricultores e 100 prefeituras. O Programa SC Mais Solo e Água possui linhas de apoio especiais com descontos que podem chegar a 75% do valor contratado no financiamento para construção de sistemas de armazenagem e distribuição de água.

Estiagem em Santa Catarina

A estiagem é causada pelo baixo volume de chuvas nas regiões Extremo Oeste, Oeste e Meio Oeste de Santa Catarina. A média atual de precipitações nesses locais é de, respectivamente, 20, 31 e 46 milímetros. Sendo que o esperado seria uma média em torno de 150 mm.

A principal preocupação do setor produtivo é a quebra na safra de milho – tanto milho grão quanto silagem – que deve impactar diretamente as cadeias produtivas de carne e leite. De acordo com as informações da Epagri/Cepa, a colheita estadual deve ter uma redução de 12,2%, sendo que nas regiões Oeste e Extremo Oeste algumas lavouras tiveram perdas de até 50%. Até o momento, as perdas são avaliadas em R$ 1,2 bilhão no meio rural catarinense.

 

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