Jovem morta ao sair para comprar fraldas tentou se defender

Aline Silva - Foto Arquivo pessoal

A jovem de 19 anos que saiu para comprar fraldas e foi encontrada morta em um matagal de Alumínio (SP), na tarde desta quarta (11), tentou se defender das agressões. Segundo a Polícia Civil, o corpo da vítima apresentava marcas. Nenhum suspeito foi identificado.

Em entrevista à TV TEM, a delegada Luciane Bachir, da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Sorocaba (SP), contou que os cães farejadores localizaram Aline Silva Dantas embaixo de madeiras, sem roupas e com o corpo parcialmente carbonizado.

“Não se sabe como, mas ela tem lesão de defesa. Ela tem mancha no pescoço, mas não se sabe do que, se é uma esganadura, por exemplo. Também tem lesão na mão, a princípio sem perfurações. São lesões características de defesa”, explica Bachir.

A jovem Aline foi achada em uma área de mata cercada por residências na Vila Santa Luzia. A identificação foi feita com base nos traços da vítima e de pedaços do vestido que ela usava no dia do desaparecimento.

FOTO Mayara Corrêa/TV TEM

“Estamos averiguando todas as possibilidades. Os exames vão confirmar se houve ou não violência sexual contra a Aline”, conta a delegada.

Aline tinha sido vista pela última vez quando saiu a pé de casa para ir até a farmácia comprar fraldas para a filha, de um ano e nove meses.

Equipes de buscas se mobilizaram desde domingo para encontrar a jovem. A polícia teve o apoio de cães farejados da Guarda Municipal de Itupeva. O corpo de Aline foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) de Sorocaba (SP).

À TV TEM, a mãe de Aline, Maria Zuleide Silva, disse que a filha não costumava sair sozinha e que, geralmente, só saía para ir até a igreja ou acompanhada com a família.

Imagens feitas por câmeras de segurança de casas e comércios de Alumínio mostraram Aline momentos antes de desaparecer. Em um vídeo, a jovem aparece entrando na farmácia onde compraria as fraldas. Em outras imagens, Aline aparece passando por ruas da cidade, sempre sozinha.

Segundo a polícia, Aline tentou usar um cartão corporativo do marido para comprar as fraldas, que não funcionou porque estava desativado pela empresa onde o companheiro trabalhava.