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Influencer muçulmana luta contra a intolerância nas redes

A influenciadora muçulmana Mariam Chami chamou a atenção na internet na última terça (5), ao responder uma piada de mau gosto feita por outra influenciadora, a Lara Silva.

Silva publicou em seus stories um vídeo em que estava na praia. Em um dado momento, uma outra amiga dela, colocou um lenço na cabeça e Lara disse para a amiga que ela estava estranha: “Olha lá, começou a esquisita, a muçulmana, a estranha”. A atitude da influencer, que tem mais de oito milhões de seguidores, não agradou nem mesmo o seu público, que começou a marcar Mariam para que ela visse a postagem e se posicionasse.

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Mariam rebateu dizendo que intolerância religiosa é crime e que estranha foi a fala de Lara como influenciadora perante aos seus 8 milhões de seguidores, e que ela deve ter mais responsabilidade nas suas falas. Após a grande repercussão, Lara apagou o vídeo de seu instagram.

As “piadas” podem ser um estopim para casos de agressões, principalmente quando vêm se pessoas públicas como foi o caso da influenciadora Lara Silva. Muitas vezes pode soar como engraçado e sem fazer o mal, mas depois dos adeptos das religiões de matriz africana, os seguidores do islã são os que mais sofrem com a intolerância religiosa no Brasil, Apenas no estado do Rio de janeiro, pelo menos uma denúncia é recebida oficialmente todos os meses.

Um exemplo disso é a aeromoça Ana Cláudia Mascarenhas, 43 anos, que levou um soco de um homem após ser xingada de terrorista em pleno centro do Rio de Janeiro. Em entrevista para a Agência Brasil, ela relatou o ocorrido: “Fui fazer exame médico e notei que uma pessoa me seguia. Ele parou atrás de mim, começou a me xingar e a dizer que odiava terroristas. Fiquei quieta, pois não sou terrorista. Quando o sinal abriu, ele me puxou pelo braço, repetiu que odiava terrorista e me deu um soco no rosto. Saí correndo como louca, sem olhar para trás. Se às 7h, com toda aquela gente na rua, ele fez isso, não gosto de imaginar o que faria se eu reagisse ou respondesse”, afirmou Ana Cláudia.

A Lei 7.716, de 1989, protege fiéis de todas as crenças, prevendo cadeia para quem cometer crimes de intolerância religiosa, mas nem sempre a vítima acaba denunciando o agressor.

A ideia de Mariam é mostrar como que o dia a dia de uma pessoa do islã é normal como o de qualquer religião, respondendo, inclusive, curiosidades que as pessoas possam ter sobre a religião. Da Agência Nine

 

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