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Estudos apontam inviabilidade de concessão de diversas rodovias federais em SC

A Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc) defende ação integrada entre os governos federal e estadual e o setor produtivo no sentido de buscar a viabilidade de concessão de corredores logísticos em Santa Catarina. A preocupação foi manifestada pelo presidente, Mario Cezar de Aguiar, nesta terça (27) durante a primeira de três oficinas on-line sobre os corredores logísticos e a infraestrutura catarinense, que a entidade promove nesta semana. No evento, o secretário Nacional de Transportes Terrestres do Ministério da Infraestrutura, Marcello da Costa Vieira, apresentou uma síntese de diversos estudos feitos pelo Ministério para a concessão das BRs 280, 282, 153 e 470 no território catarinense. O secretário salientou que todos esses estudos foram concluídos sem sucesso e os planos de concessão foram revogados, pois resultavam em tarifas muito elevadas. A série de eventos prossegue até quinta (29), sempre a partir das 14h.

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Aguiar solicitou uma audiência com o secretário para apresentar as demandas logísticas catarinenses, recolhidas em visitas a todas as regiões do estado. A proposta da FIESC é que seja realizado um planejamento integrado e sistêmico, de todos os corredores logísticos com concepção intermodal. “Os investimentos na infraestrutura catarinense são por justiça e por inteligência, pois o estado dá respostas aos investimentos aqui feitos”, destacou o presidente da Federação das Indústrias. Ele ressaltou que Santa Catarina tem um setor industrial diversificado, economia forte, um importante complexo portuário (o segundo no país em movimentação de contêineres) e a menor taxa de desemprego do país, além de gerar retorno ao governo federal na forma de tributos.

“Historicamente não temos recebido recursos suficientes para os  investimentos. Precisamos dotar o estado de uma infraestrutura de transporte adequada para fortalecer o crescimento, que é nato e próprio dos catarinenses, que, contudo, enfrentam dificuldades para receber os insumos e transportar as riquezas produzidas”, afirmou Aguiar. Ele ainda observou que, apesar de sua eficiência, os portos de Santa Catarina não têm acesso ferroviário e têm dificuldades com o transporte rodoviário, especialmente por estarem localizados dentro ou próximos de centros urbanos.

O diretor do Grupo de Portos e Mercado da unidade de Hamburgo do Instituto Fraunhofer, da Alemanha, Ralf Fiedler, defendeu estudos para o desenvolvimento de sistemas intermodais de transporte no estado. Segundo ele, tal iniciativa se justifica pelo desenvolvimento econômico promissor com volumes crescentes de portos, alta competitividade da região, maior urbanização da região costeira e o consequente congestionamento da rede rodoviária, que eleva os custos logísticos, além da crescente consciência sobre a poluição do ar e questões de segurança no trânsito. Ele observou que o transporte ferroviário se torna viável para distâncias superiores a 300 km e para o transporte de mais de 50 contêineres. Em seus estudos, ele constatou que, em 2019, Santa Catarina movimentou mais de 248 milhões de toneladas, considerando os transportes internos, para o Brasil e para o mundo.

André Ricardo Hadlich e João Eugênio Cavalazzi, consultores do LabTrans, da Universidade Federal de Santa Catarina –UFSC, também falaram sobre o tema.

Programação

O segundo dia de oficinas, quarta (28) trará a visão dos especialistas Gabriel Vieira, 1º vice-presidente do Sincepot, Ricardo Saporiti e Saulo Noronha, consultores da Fies.

Em seu terceiro e último dia, a oficina tratará da visão sobre os corredores logísticos estratégicos catarinenses. Confirmaram participação Ronaldo Carioni, superintendente do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) em Santa Catarina; Thiago Vieira, secretário de Infraestrutura e Mobilidade do Estado de Santa Catarina, e Ari Rabaiolli, presidente da Federação das Empresas de Transporte de Carga do Estado de Santa Catarina (Fetrancesc). (Assessoria de Imprensa Fiesc).

 

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