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COVID-19: o desafio de estar do outro lado

Nos últimos dias, nunca se falou tanto em empatia e em se colocar no lugar do outro. A pandemia do novo Coronavírus tem feito as pessoas viverem uma nova realidade, com desafios diários. Recentemente, quem passou por essa experiência de “assumir um diferente papel” foi o médico do trabalho e presidente da Unimed Chapecó, Dr. José Pegoraro Foresti. Aos 61 anos e hipertenso, o médico foi o primeiro caso grave de Covid-19 a ser diagnosticado no oeste de Santa Catarina. Como ele mesmo menciona, teve “a experiência de passar de médico à paciente”.

O Hospital Unimed Chapecó acabara de receber a notícia de que havia conquistado a Acreditação Internacional QMentum Diamond, que o coloca no seleto grupo de 1% entre os hospitais do Brasil que possuem essa certificação canadense, quando Foresti começou a sentir os primeiros sintomas. Foi no dia 17 de março, data em que o presidente realizou a abertura da visita dos auditores que confirmaram a acreditação pela manhã e, à tarde, foi para casa com sintomas de resfriado onde permaneceu em isolamento.

Até a chegada do resultado positivo do exame para Covid-19, Foresti permaneceu em casa com febre baixa, a chamada febrícula, dor muscular, perda do olfato e paladar, dor de cabeça e tosse. Após a confirmação, complementada com um exame de tomografia, o presidente foi, então, internado. Foram dez dias de internação hospitalar, oito deles na UTI. “Eu fiquei absolutamente tranquilo, pois eu sabia que estava em casa e sabia da competência de toda a equipe que, inclusive, foi uma das causas que nos levou a conquistar a acreditação”, fala o médico sobre a sua chegada no Hospital.

A enfermeira responsável pela UTI adulto do Hospital Unimed Chapecó, Telma Scarsi, recorda que o médico chegou, aparentemente, bem. Estava caminhando e conversando normal. “Lembro que ele ainda brincou que não sabia o motivo pelo qual estava sendo internado, pois se sentia bem”, diz Telma. A enfermeira afirma que, até então, o Coronavírus era algo distante para a equipe e que era comum aquela falsa ilusão de que o vírus não chegaria a Chapecó ou demoraria para chegar. “Quando ficamos sabendo que um médico, cooperado, que faz parte da Diretoria, havia testado positivo para Covid-19 foi um choque para nós. Pensamos: o vírus chegou aqui!”, relata.

A chegada do presidente na UTI do hospital, numa sexta-feira à noite, deixou a equipe ainda mais preocupada, conforme afirma a médica intensivista e coordenadora da UTI, Dra. Silvia Fachin. “Foi um impacto para a equipe pelo vínculo afetivo e pela pessoa que ele é. Mas, ao mesmo tempo, estávamos cientes do que tinha que ser feito”, destaca. A médica conta ainda que os primeiros dias foram os mais desafiadores e que a alta hospitalar de Foresti e a chegada do exame com resultado negativo para Covid-19 foi um momento de realização pessoal e profissional. “Foi o resultado dos esforços de toda a equipe. A certeza de que tudo o que aprendemos durante os dois anos de capacitações para atingirmos a acreditação deu certo. Com certeza, foi uma alegria quando recebemos a notícia de que o vírus havia ido embora”, comenta.

Como lição dos dias em que esteve na situação de paciente, Foresti afirma que é especialmente grato a toda a equipe e que teve a certeza de que no Hospital Unimed Chapecó a empatia é característica dos colaboradores que praticam o cuidado de forma centrada e individual a todos os pacientes. “Na situação de presidente desta cooperativa de saúde, sinto-me orgulhoso pela qualidade, grandiosidade e competência desse hospital que, não é à toa, é referência na região e, ouso dizer, no Brasil”, finaliza. ( Andressa Recchia/Unimed Chapecó/MB Comunicação).

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