COLUNA NA ESSÊNCIA: Psicologia, perguntas e professores!

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Júnior Chisté - Psicólogo, Coach, Palestrante, Escritor
Há cerca de dez anos atrás fui apresentado ao mundo da Psicologia, de lá para cá jamais deixei de estudar o comportamento humano.
Não somente nos atendimentos, centenas deles, mas também acompanhando descobertas científicas, acompanhando compêndios escritos há décadas atrás e livros lançados a todo momento.
Exatamente me apanho madrugada à dentro e me fazendo algumas questões e me deparo com os impulsos.
Sim, são os impulsos que fazem as pessoas serem o que são ou o que jamais serão o que pensaram um dia serem.
Impulsos que destroem relacionamentos, empresas, qualidade de vida e finalmente vidas!
Parece-me que tudo começa de fora pra dentro – cópula, gestação com estímulos sensores externos materno, crescimento em meio a ambientes familiares e sociais instáveis e ameaçadores, conflitos de relacionamentos domésticos e sociais, e por ai vai, o percurso do desenvolvimento psico-neuro-funcional  do ser humano em seu meio ambiente – nas fases infantis, adolescentes, adultas e idades avançadas.
O grande desafio e complexo problemas é o modo como se absorve tais vivências, culturas e crenças.  Aquilo à que fomos induzidos  à acreditar em fases anteriores, já não é mais credível em fases presentes e, tão pouco será para o futuro.
E, se nascemos e crescemos sob ameaças, abusos infantis, crenças e valores distorcidos, nosso ‘Eu subjetivo’ entra em atritos conflitantes com o meio em que vive, formando e sedimentando tecidos internos com apegos, refém de medos confusos e inseguro nos confrontos do dia a dia.
As cicatrizes da alma são fortes e os estímulos externo sedutores, com certas feridas tão profundas, que, por mais que nos esforçamos para acessá-las, dificilmente emerge à luz da consciência de vigília, para que se fossa assumir e diluir.
E me pergunto: em que é que a sexualidade e as finanças se assemelham? Onde o poder de sedução sexual e o poder de sedução financeira se cruzam, se amarram?
Qual ou quais ressentimentos bloqueiam ou estão apegados à intimidade afetiva sexual que privam o sujeito de sua atividade profissional bem remunerada, honestamente?
Como encontrar em nossa subjetividade esses pontos cegos e fazê-los desaparecer, nos permitindo abertura e nos aproximando de pessoas que nos apoiem em nosso Eu afetivo e profissional bem remunerado?
Na coluna passada escrevi sobre a falta de reconhecimento da profissão PROFESSOR, o Psicólogo no Brasil também cumpre um papel fundamental na formação de todas essas respostas, por exemplo.
Incrivelmente fazer com que a pessoa ressignifique sua história, fazer com que a pessoa através do “poder da palavra”, do ouvir na essência o outro, e assim, detectar suas nuances, seus fantasmas, medos, suas crenças e trabalhar para que essa pessoa tenham uma qualidade de vida muito superior, ainda são fatores poucos argumentativos.
As pessoas preferem a “muleta”, pois é mais rápido, ou seja, o remédio. Mal sabem que isso tão somente é uma máscara e está adiando cada vez mais seus sofrimentos e ao contrário do que pensam os deixando cada vez maiores.
Psicólogos e professores duas classes que transformam vidas e tão pouco valorizadas.
Brasil, que país é este?