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Chapecó pesquisa índice de infestação do Mosquito da Dengue

Nesta semana os profissionais da Administração Municipal, por meio da Secretaria de Saúde e Vigilância Ambiental estão realizando o LIRAa – Levantamento Rápido de Índice de Infestação por Aedes aegypti (LIRAa). Os Agentes de Combate as Endemias estão visitando casas, empresas e bairros de Chapecó para fazer o levantamento. Ele é realizado por orientação do Ministério da Saúde e as informações geradas e os levantamentos de índices de infestação são utilizadas como ferramenta para direcionamento e qualificação das ações de prevenção e controle do mosquito. A ideia é saber como se encontra o Município em relação aos focos do mosquito da dengue. Importante ressaltar para que a comunidade receba os agentes e siga as orientações repassadas.

Cerca de 3.200 imóveis devem ser visitados no período do LIRAa e o objetivo é verificar a infestação do mosquito Aedes aegypti em Chapecó. O trabalho é para buscar criadouros que possam conter larvas do mosquito. A partir do material coletado, os números são encaminhados para o Ministério da Saúde, que com as três esferas de governo, servem para planejar o trabalho nos próximos meses.

O LIRAa é realizado duas vezes por ano e sinaliza as ações que devem ser feitas para evitar a proliferação do mosquito. Visa identificar os tipos de imóveis que apresentam maior probabilidade para crescimento dos números. A cidade de Chapecó é dividida em 09 regiões o que facilita a tomada de decisões e dos trabalhos que precisam ser realizados.

Na classificação, índices menores de 1, são considerados satisfatório, de 1 à 3,9 são índices de alerta; e maiores de 3,9 são considerados índices de risco. No último LIRAa, o índice de Chapecó fechou em 6,9% do município está infestado. Ou seja, o município está em alto risco de epidemia.

Dicas importantes:

• Cuidado especial no armazenamento e destinação do lixo, mantendo-o em recipiente fechado e disponibilizando-o para recolhimento pela Limpeza Urbana na frequência usual;
• Jamais descarte o lixo ou qualquer outro material que possa acumular água no quintal de casa, no quintal de vizinhos, na rua ou em lotes vagos;
• Mantenha a caixa d’água sempre limpa e totalmente tampada. Além disso, mantenha as calhas livres de entupimentos para evitar represamento de água;
• Elimine os pratinhos de vasos de plantas; caso não seja possível mantenha-os limpos e escovados pelo menos três vezes ao dia;
• Ao trocar os pneus, deixe os velhos na borracharia, para que o destino adequado seja dado a eles;
• Mantenha limpos e escovados os bebedouros de animais domésticos; a água deve ser trocada diariamente; mantenha piscinas sempre em uso e devidamente tratadas;
• Atenção especial ao sair de férias para que esses cuidados estejam garantidos na ausência do morador.
• Receba os Agentes de Combate as Endemias e siga as orientações repassadas pela equipe.

Números

Em Chapecó, em 2014 foram registrados 2.686 focos; 2015 foram registrados 846 focos do mosquito; em 2016 foram 514; em 2017 foram 601; em 2018 foram 1023 focos encontrados e em 2019, 1.119 focos encontrados, especialmente nos Pontos Estratégicos – PE, (borracharias, ferro-velho, cemitérios…). Quanto aos tipos de depósitos que apresentam focos do mosquito estão: 48% em lixos e sucatas, 17% em depósitos móveis (baldes, tonéis,…), 15% em pneus, 11% cisternas, 6% em piscinas e 2% em plantas. Em 2019, 1.138 borrifações foram realizadas, 1719 inspeções e vedações de depósitos elevados foram realizadas, 56.158 pessoas foram abordadas em ações educativas e 42.429 pneus foram recolhidos.

Números de casos registrados ou investigados

A situação epidemiológica de Chapecó teve em 2016, 3.127 casos investigados de dengue, com confirmação de 820 casos. Já em 2017 foram investigados 507 casos com um caso importado. Em 2018 foram investigados 227 casos, todos negativos. Em 2019, já foram registrados 293 casos, destes, 18 confirmados, 273 negativos e 02 aguardando resultados.

Os casos de Zika registrados em 2016 foram 38 casos e 03 positivos. Em 2017, 03 casos foram investigados e tiveram resultados negativos. Em 2018, teve 01 caso negativo e 02 aguardam confirmação. Em 2019, foram registrados 05 casos suspeitos da doença: todos negativos.

Os números de chikungunya são em 2016 foram investigados 166 casos, com confirmação de quatro casos. Em 2017, foram 15 casos investigados com 02 confirmações. Em 2018, 08 casos negativos foram registrados. Em 2019, foram registrados 08 casos suspeitos da doença: destes, 01 confirmado (importado) e 07 negativos.

Finados

No mês de novembro, os focos do mosquito começam a aparecer com mais frequência, especialmente pelo calor e chuva que são característicos do período, por isso, a tendência é para crescimento. Durante o mês de novembro, no feriado de Finados, muitas pessoas levam recipientes, floreiras, vasos e jarras para as sepulturas e, muitos destes materiais, podem acumular água. Por isso, é importante que a população fique alerta e evite levar materiais que possam acumular água, pois os agentes irão recolher para que isso aconteça. A população precisa compreender o risco à saúde pública, pois no cemitério muitos focos são encontrados.

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