Polícia

Casal que montou salão de beleza para vender drogas é condenado pela Justiça de SC

Um casal que montou um salão de beleza como fachada para facilitar a exploração do tráfico de drogas em Chapecó teve sua condenação mantida em julgamento de apelação pela 5ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Santa Catarina. Na residência do homem e de sua companheira, em cumprimento de mandado de busca e apreensão em setembro de 2017, policiais civis localizaram 11 pedras de crack embrulhadas em papel-alumínio, prontas para comercialização. A droga estava escondida em uma cuia de chimarrão.

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Os boatos no populoso bairro onde o casal residia, sobre seu envolvimento com a narcotraficância, já eram de conhecimento das autoridades de segurança há pelo menos um ano. O marido, certa vez, chegou a ser abordado defronte ao estabelecimento com pequena quantidade de maconha. Na ocasião, garantiu tratar-se de entorpecente apenas para consumo próprio. Campanas no local, posteriormente, aumentaram as suspeitas dos policiais, uma vez que o movimento era frenético no salão, embora os “clientes” entrassem e saíssem do estabelecimento em poucos minutos, insuficientes para qualquer tratamento de beleza.

A câmara, em matéria sob a relatoria do desembargador Zoldan da Veiga, confirmou a condenação dos réus e promoveu, de ofício, pequena adequação na reprimenda imposta à mulher. A pena do homem, mantida, foi fixada em dois anos e seis meses de reclusão, em regime aberto, mais o pagamento de 250 dias-multa no valor mínimo legal, substituída por duas restritivas de direito. A condenação da mulher, ao final, ficou em um ano e oito meses de reclusão, em regime aberto, mais 166 dias-multa no valor mínimo legal, igualmente substituída por duas medidas restritivas. A decisão foi unânime (AC n. 0011227-94.2017.8.24.0018). Assessoria de Imprensa/NCI

 

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