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BOATE KISS: Familiares de vítimas vivem mais um ano de espera por justiça

Oito anos depois da madrugada de horror vivida em Santa Maria, famílias marcadas pela tragédia na boate Kiss, que matou 242 pessoas e deixou 639 feridas, em 2013 seguem à espera de respostas. Previsto para ocorrer em Porto Alegre, o júri dos quatro réus no processo criminal que apura as circunstâncias do incêndio ainda não tem data definida. A expectativa é de que ocorra até o fim de 2021.

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Inicialmente, o julgamento de Luciano Bonilha Leão, produtor da banda Gurizada Fandangueira, estava acertado para março de 2020, no município da Região Central. Os demais acusados, por solicitação de suas defesas, receberiam veredito em outro momento, na Capital.

A pedido da Associação dos Familiares de Vítimas e Sobreviventes da Tragédia, o Ministério Público (MP) entrou com recurso para garantir que todos fossem sentenciados juntos, na cidade da Kiss. Sem êxito, o órgão passou então a requisitar julgamento único em Porto Alegre.

Com isso, em março de 2020, o júri de Bonilha Leão foi suspenso. Seis meses depois, a 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça atendeu ao requerimento do MP e, em dezembro passado, o processo foi distribuído para a 1ª Vara do Júri do Foro Central da Capital. Desde então, a marcação da data depende da definição de um juiz, já que a magistrada titular da vara assumirá nova função.

Enquanto aguardam, os parentes dos jovens mortos na Kiss vivem dias de tristeza e aflição, como tem sido desde 27 de janeiro de 2013. Na última semana, a fachada da casa noturna recebeu um novo grafite, onde se lê: “Kiss, oito anos de impunidade.” Devido à covid-19, dessa vez, os atos organizados em memória das vítimas serão virtuais.

Além da revolta com as idas e vindas do processo, a entidade teme, agora, que o julgamento ocorra a portas fechadas em razão do coronavírus e por pressão de advogados de defesa. “Esperamos que o júri saia este ano, mas não queremos que seja realizado sem a presença das famílias, em hipótese alguma. Precisamos estar presentes”, afirma Flávio Silva, presidente da associação.

A angústia é dividida com Lúcia Helena Callegari, uma das promotoras designadas para o caso. Titular da promotoria da 1º Vara do Júri, ela diz que o MP fará tudo o que estiver ao seu alcance para interceder em favor dos familiares.

“Estamos prontos para fazer o júri a qualquer momento e esperamos que não seja a portas fechadas, porque seria um desrespeito. Vamos pedir a condenação de todos os réus, com a esperança de que a sociedade de Porto Alegre faça justiça, porque a comunidade de Santa Maria merece. É uma espera longa demais”, avalia a promotora. Da GZH

 

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