Economia

Bancos são criticados pelos excesso de exigência para concessão de crédito

Há descompasso entre as necessidades das empresas neste momento de crise gerada pela pandemia do coronavírus e o posicionamento da maioria dos bancos para a concessão de crédito. Essa avaliação foi feita em reunião virtual da diretoria do Sindicato Empresarial das Indústrias Metalúrgicas, Mecânica e do Material Elétrico da Região de Chapecó (Simec), na qual foi indicada a dificuldade de acesso às linhas de crédito em vista das exigências e da burocracia.

No encontro foi citada a falta de intenção da maioria dos bancos de operar com determinadas linhas estabelecidas pelo governo federal. Um dos diretores da entidade, Carlos Martinelli, citou que algumas exigências são desproporcionais, já que muitas empresas que procuram os bancos em busca de crédito o fazem em decorrência da redução do faturamento. Para ele, que também é economista, mesmo diante do risco é preciso mais atenção, para que os requisitos de concessão não se tornem impraticáveis.

O presidente do Simec, Adilson Campos, lembra que em período de normalidade as exigências são de um nível, mas quando a empresa efetivamente precisa em casos de crise como agora devem ser menos rigorosas, inclusive porque o governo federal, na medida do possível, tem adotado uma série de ações para reaquecer a economia. “O sistema bancário, que tradicionalmente apresenta lucros bem expressivos, num momento como este poderia abrir mão, pelo menos, de parte da lucratividade”, considera o empresário, que também graduado em Economia.

NOVAS MEDIDAS

Na última terça-feira o Banco Central anunciou novas medidas para ampliar a oferta e o acesso ao crédito por parte de micro, pequenas e médias empresas em função dos efeitos econômicos da pandemia do coronavírus. A medida foi tomada porque foi identificada crescente demanda nas últimas semanas, enquanto os bancos deram sinais de arrefecimento, reduzindo as concessões. Como essa iniciativa é uma forma de incentivar os bancos para destravar o crédito, o presidente do Simec argumenta que “é preciso também destravar o nível de exigências e a burocracia”. (Extra Comunica).

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