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AVC: Conhecer os sintomas salva vidas e reduz as sequelas nos pacientes

O Acidente Vascular Cerebral (AVC) é a primeira causa de incapacidade no mundo e a segunda condição de morte. A cada seis segundos uma pessoa sofre de AVC no planeta. Estimativas apontam que em 2019, 13,7 milhões de pessoas foram acometidas pela doença mundialmente e 5,5 milhões morreram. Estudos da Global Burden of Diseases (Carga Global de Doenças) demonstram que o risco de AVC ao longo da vida é de um para cada quatro pessoas. Além disso, levantamentos revelam que aproximadamente 90% dos casos podem ser evitados a partir do controle dos fatores de risco modificáveis, como: hipertensão arterial, colesterol, sedentarismo, diabetes, alcoolismo, tabagismo e estresse.

Para alertar sobre os riscos da doença, esclarecer dúvidas e orientar sobre os sintomas e o atendimento médico foi realizado, nesta semana, a Live AVC. Participaram os médicos cooperados Dr. Clézio Alex Onuki Castro (neurocirurgião), Dra. Cristiane de Camargo e Silva (neurologista), Dra. Gioconda Seabra Emygdio Mendes (neurologista) e Dra. Deborah Dayane Cordeiro Martins (neurologista). Promovida pela Medicina Preventiva – Espaço Viver Bem, da Unimed Chapecó, a iniciativa transmitida pelas redes sociais da cooperativa médica marcou o Dia Mundial do AVC – 29 de outubro. Com foco na prevenção, a campanha 2020 “Não deixe que seja você” incentiva a prática regular de atividade física, pois o sedentarismo eleva em 36% o risco de AVC.

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De acordo com Dra. Cristiane, a primeira medida de prevenção é manter uma alimentação saudável, evitando o excesso de consumo de sal, frituras, gorduras e carnes vermelhas, que automaticamente refletem no controle da hipertensão, colesterol e triglicerídeos, principais vilões do AVC. “A prática de exercícios físicos também é importante, não apenas para controlar o peso, mas também para a condição cardiocirculatória, para conter a ansiedade e o estresse. Por isso, recomendamos caminhada, corrida, natação e yoga, além de ter uma boa qualidade do sono que previne inúmeras doenças”, comentou.

“A prevenção sempre será melhor do que qualquer remédio, porém vemos diariamente pacientes com fatores de risco que precisam redobrar os cuidados e que acham que não precisam de tratamento ou tomar corretamente as medicações prescritas. Infelizmente, em algum momento as consequências vêm e cada um é responsável por sua vida”, advertiu Dr. Gioconda.

Os principais sintomas são fraqueza nos braços e nas pernas, assimetria na face e dificuldade na fala. Ao identificar alguns desses sinais a pessoa precisa ser encaminhada imediatamente para um serviço especializado no tratamento do AVC. Em Chapecó, a referência é o Hospital Unimed Chapecó, que possui protocolos definidos e equipe preparada para atender a esses pacientes. Em caso de emergência pode ser acionado SAMU (192) ou para clientes da cooperativa médica o SOS Unimed (0800 488 488). Para calcular o risco de ter um AVC entre cinco e dez anos, está disponível nas lojas de aplicativo o “Riscômetro”, já que a doença tem acometido também jovens.

“Os dados são alarmantes e inadmissíveis, pois a doença que mais mata mundialmente tem 90% de probabilidades de ser evitada. Precisamos agir urgentemente porque atualmente estamos muito permissivos e a divulgação sobre a prevenção do AVC é muito fraca no Brasil. As informações precisam ser disseminadas para que as pessoas reconheçam os sinais e saibam como proceder com essa doença tão impactante. Para se ter uma dimensão da corrida contra o tempo para o atendimento, com a interrupção do fluxo sanguíneo no cérebro a cada segundo ocorre a morte de 34 mil neurônicos”, alertou Dra. Deborah.

As opções de tratamento são divididas, conforme Dr. Clézio, em: prevenção primária, tratamento da fase aguda, reabilitação e prevenção secundária na fase crônica, uma vez que a probabilidade de incidência aumenta em nove vezes após o primeiro AVC. “Os sintomas iniciam subitamente e tem-se uma perda elevada de células, por isso dizemos que é uma corrida contra o tempo para evitar lesões ou minimizar a gravidade das sequelas. Na fase aguda podemos utilizar um trombolítico para dissolver o coágulo que está obstruindo a artéria. Porém, essa medicação pode ser aplicada até 4,5 horas depois dos primeiros sintomas, porque após esse período, os riscos são maiores do que os benefícios.

Evidências científicas mais recentes atestam a alternativa do cateterismo – quando a obstrução ocasionar a perda de irrigação em uma grande área –, então, por meio de um cateter introduzido em um vaso periférico é possível retirar o coágulo e melhorar o prodiagnóstico, reduzindo as sequelas. Essa opção possui uma janela de tratamento mais ampla, que pode chegar a 24 horas do início dos sintomas”, explicou Dr. Clézio ao complementar que a média de tempo de recuperação é muito variável. (MB Comunicação).

 

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