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ARTIGO: Política pelas conveniências

Hugo Paulo Gandolfi de Oliveira – Jornalista, professor universitário

A política é, para muitos, exercício nobre, de altruísmo, de caráter, da ética, de promover e praticar o bem coletivo. Para outros é feita de oportunismos, rasteiras, incoerências, esquecimentos, pela simples ocupação, o mero ganha-ganha.

Temos, via de regra, o hábito de ver os males da política nacional. Daí, pulamos Florianópolis e os municípios e voltamo-nos para Brasília, como se somente lá estivesse a fonte dos lamentos.

Basta, como exemplo, vermos alguns comportamentos na Assembleia Legislativa de Santa Catarina. Há deputados eleitos no rastro da expressiva votação do governador Carlos Moisés que se promoveram com ele e, de repente, mudam conceitos, literalmente mudam de lado. Isso ocorreu inclusive por parte parlamentares de outros partidos, até por quem ocupou a liderança do governo e rapidamente, agora nas pendengas que o chefe do Executivo enfrenta, muda de opinião.

Será que governador Moisés mudou tanto ou tanto mudaram alguns parlamentares que antes o apoiavam incondicionalmente? Será que fizeram essa estranha e rápida mudança por terem novas opiniões, por comportamentos e ações que não conheciam ou foi por novas conveniências meramente demagógicas? Ou é porque estar com o governador não é mais útil aos meros interesses pessoais? Talvez a resposta esteja conjuntamente em todas essas possibilidades.

SUMIDOS – Falando nisso, onde andam os deputados estaduais e federais que sumiram da região Oeste Catarinense? Será que o medo do coronavírus os fez sumirem ou pensam que o Covid-19 sumiu com os problemas regionais?

A maioria das atividades produtivas e do poder público passou por flexibilização e o trabalho segue, intenso ou parcial. Porém, há deputados e deputadas que parecem continuar no batente no modo remoto, distantes, ausentes, física e virtualmente. Optaram pela política do esquecimento. Que os eleitores não os esqueçam!

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